Como adaptar um gato novo em casa
Gatos são muito ligados ao território, e mudar de casa é estressante para eles. Esconder-se nos primeiros dias, comer pouco e miar à noite são reações normais. Com paciência e um ambiente preparado, a adaptação fica muito mais tranquila.
Antes de ele chegar
- Telas de proteção em janelas, sacadas e varandas: são indispensáveis para evitar quedas.
- Caixa de areia, comedouro, bebedouro, arranhador, caminha e alguns brinquedos.
- Retire do alcance plantas tóxicas, fios soltos, produtos de limpeza e objetos pequenos que possam ser engolidos.
Comece com um cômodo só
Em vez de soltar o gato na casa inteira, reserve um cômodo tranquilo para os primeiros dias, com tudo o que ele precisa. A caixa de areia deve ficar longe da comida e da água. Ofereça também um esconderijo, como uma caixa de papelão com uma abertura lateral.
Abra a caixa de transporte e deixe que ele saia quando quiser. Não force o contato: sente-se no cômodo, converse com voz calma e deixe que ele se aproxime.
Ampliando o território
Quando o gato estiver comendo bem, usando a caixa de areia e explorando o cômodo com tranquilidade, abra a porta e deixe que ele conheça o restante da casa aos poucos, no próprio ritmo. Para alguns gatos isso leva dois dias; para outros, algumas semanas.
Se já houver outros animais
- Mantenha os animais separados no início.
- Troque cobertores e brinquedos entre eles para que se acostumem com o cheiro um do outro.
- Alimente-os em lados opostos de uma porta fechada, aproximando os potes aos poucos.
- Faça os primeiros encontros visuais curtos e supervisionados, de preferência com uma grade ou porta entreaberta.
- Ofereça recursos separados: caixas de areia, potes e esconderijos para cada um.
Bufar e rosnar no começo é comunicação, não necessariamente briga. Se houver ataques, volte uma etapa.
Primeira consulta
Leve o gato ao veterinário logo nas primeiras semanas para exame geral, vermifugação, vacinas e orientação sobre castração. Se ele ficar mais de um dia sem comer, procure o veterinário: em gatos, o jejum prolongado pode causar problemas no fígado.