Como escolher a ração do cachorro e do gato
A ração é a base da alimentação da maioria dos cães e gatos no Brasil, e a escolha faz diferença na saúde, na pelagem, no peso e até no comportamento do animal. Com tantas marcas e tipos nas prateleiras, é fácil ficar em dúvida. Alguns critérios simples ajudam a escolher melhor e a comparar produtos.
1. Fase de vida
As necessidades nutricionais mudam ao longo da vida:
- Filhotes: precisam de mais energia, proteína e nutrientes para o crescimento. Use ração específica para filhotes até a idade indicada na embalagem, que varia conforme o porte.
- Adultos: ração de manutenção, com equilíbrio para manter o peso.
- Idosos (sênior): geralmente com menos calorias e ajustes para articulações, rins e digestão. Veja cuidados com cachorro idoso.
2. Porte e espécie
Rações para cães costumam ser divididas por porte (mini, pequeno, médio, grande e gigante). O tamanho dos grãos e a composição variam: cães de raças grandes, por exemplo, precisam de cuidado especial com o crescimento das articulações na fase de filhote. Nunca alimente gatos com ração de cachorro: gatos têm necessidades específicas, como a taurina, um aminoácido essencial cuja falta pode causar problemas no coração e na visão.
3. Categoria da ração
- Standard (econômica): preço menor, ingredientes de menor digestibilidade, geralmente exige porções maiores e produz mais fezes.
- Premium: qualidade intermediária.
- Super premium: ingredientes de maior qualidade e digestibilidade, porções menores e, em geral, fezes mais firmes e em menor quantidade.
Preço mais alto não garante a melhor escolha para cada animal, mas a categoria costuma refletir a qualidade dos ingredientes. Compare também o custo por dia, e não só pelo quilo: rações mais digestíveis são servidas em porções menores.
4. Leia o rótulo
- Lista de ingredientes: aparece em ordem decrescente de quantidade. Fontes de proteína animal identificadas no início são um bom sinal.
- Níveis de garantia: proteína, gordura, fibra, umidade e minerais.
- Registro: no Brasil, rações devem ter registro no Ministério da Agricultura e Pecuária, informado na embalagem.
- Indicação de uso: "alimento completo" significa que a ração pode ser a única fonte de alimento; petiscos e complementos não substituem a ração.
5. Necessidades especiais
Animais castrados tendem a ganhar peso com mais facilidade, e existem rações formuladas para eles; veja castração de cães e gatos. Animais com doenças renais, urinárias, alergias ou obesidade podem precisar de rações terapêuticas, que devem ser indicadas e acompanhadas por um veterinário.
Quanto oferecer
A embalagem traz uma tabela com a quantidade diária por peso. Use como ponto de partida e ajuste conforme o animal: se estiver engordando, reduza um pouco; se estiver magro, aumente. Pese a porção com uma balança ou um copo medidor, em vez de "a olho". Divida a quantidade diária em duas ou mais refeições.
Um teste simples: você deve conseguir sentir as costelas do animal ao passar a mão, sem que elas fiquem muito aparentes.
Como trocar de ração
Mudanças bruscas podem causar vômitos e diarreia. Faça a transição ao longo de cerca de 7 dias:
- Dias 1 e 2: 75% da antiga e 25% da nova.
- Dias 3 e 4: metade de cada.
- Dias 5 e 6: 25% da antiga e 75% da nova.
- Dia 7: só a nova.
Água e armazenamento
Deixe água fresca e limpa sempre disponível; gatos costumam beber mais quando a água está longe da comida e em recipientes largos. Guarde a ração na embalagem original, bem fechada, em local seco e longe do sol, para não perder nutrientes nem atrair insetos.
Petiscos e comida caseira
Petiscos devem ser uma parte pequena da dieta. Muitos alimentos humanos são perigosos; veja alimentos proibidos para cães e alimentos proibidos para gatos. Dietas caseiras podem ser uma opção, mas precisam ser formuladas por um veterinário nutricionista para não causar deficiências.
Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação de um médico-veterinário.