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Castração de cães e gatos: benefícios, cuidados e mitos

Por Equipe Mundo Pet · 8 de outubro de 2026 · 3 min de leitura

A castração é um dos procedimentos mais comuns na rotina veterinária. Nas fêmeas, geralmente retira-se o útero e os ovários (ovariohisterectomia); nos machos, os testículos (orquiectomia). Além de evitar ninhadas indesejadas, a castração traz benefícios para a saúde e o comportamento, e é uma das principais ferramentas para reduzir o abandono de animais.

Benefícios para a saúde

  • Fêmeas: elimina o risco de piometra, uma infecção grave do útero, e de gestação psicológica. Quando feita cedo, reduz bastante o risco de tumores de mama, segundo a literatura veterinária.
  • Machos: elimina o risco de câncer de testículo e reduz problemas de próstata ligados aos hormônios.
  • Ambos: menos fugas em busca de parceiros, o que reduz atropelamentos, brigas e doenças transmitidas entre animais.

Benefícios no comportamento

  • Menos marcação de território com urina, principalmente em gatos machos;
  • Fim do cio, com seus miados intensos e a inquietação das gatas;
  • Menos tendência a fugir e a brigar com outros machos;
  • Em alguns casos, redução da agressividade ligada aos hormônios.

A castração não muda a personalidade do animal: ele continua brincalhão, carinhoso e protetor. Comportamentos aprendidos podem não desaparecer apenas com a cirurgia e podem precisar de treino; veja como ensinar o cachorro a fazer xixi no lugar certo.

Quando castrar

A idade ideal varia conforme a espécie, o porte e a raça, e há discussões atuais na medicina veterinária sobre o melhor momento, especialmente para cães de raças grandes. Converse com o veterinário, que vai considerar a saúde e o histórico do seu animal. Animais adultos e idosos também podem ser castrados, após exames pré-operatórios.

Antes da cirurgia

  • O veterinário costuma pedir exames de sangue e, às vezes, outros exames, para avaliar o risco da anestesia.
  • Será indicado um período de jejum de alimento e água antes da cirurgia. Siga exatamente a orientação.
  • Vacinas e vermifugação em dia; veja vacinas de cachorro e vermifugação.

Pós-operatório

  • Repouso: evite pulos, corridas e brincadeiras intensas por alguns dias.
  • Proteção dos pontos: use o colar elisabetano (o "cone") ou a roupinha cirúrgica indicada, para o animal não lamber ou morder a ferida.
  • Medicação: dê exatamente os remédios receitados, nos horários certos. Nunca use remédios humanos.
  • Limpeza: siga as orientações de limpeza da ferida.
  • Retorno: compareça à consulta de revisão e retirada dos pontos, se houver.

Procure o veterinário se houver sangramento, inchaço, secreção, abertura dos pontos, febre, falta de apetite por mais de um dia ou apatia intensa.

Peso depois da castração

Animais castrados tendem a gastar menos energia e ganhar peso com mais facilidade. Isso não é inevitável: basta ajustar a quantidade de comida, usar ração adequada e manter atividade física e brincadeiras. Veja como escolher a ração.

Mitos comuns

  • "A fêmea precisa ter uma ninhada antes": não há benefício para a saúde em ter filhotes antes de castrar.
  • "O cachorro castrado deixa de proteger a casa": o instinto de proteção não depende dos hormônios sexuais.
  • "Castrar engorda": o que engorda é o excesso de comida com menos gasto de energia.
  • "É uma cirurgia muito arriscada": como toda cirurgia com anestesia, há riscos, mas é um procedimento de rotina e os exames prévios os reduzem.

E o cio?

Cadelas costumam ter cio duas vezes por ano, com sangramento e atração de machos por vários dias. Gatas podem entrar no cio várias vezes ao longo do ano, com miados intensos, inquietação e tentativas de fuga. A castração elimina o cio. Anticoncepcionais injetáveis não são uma alternativa segura: estão associados a tumores, infecções uterinas e outros problemas graves, e veterinários desaconselham seu uso.

Castração gratuita ou a preço popular

Muitas prefeituras, universidades e ONGs oferecem programas de castração gratuita ou a preço reduzido. Informe-se no centro de controle de zoonoses ou na secretaria de meio ambiente da sua cidade.

Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação de um médico-veterinário.

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