Mundo Pet

Vermifugação de cães e gatos: por que, quando e como fazer

Por Equipe Mundo Pet · 8 de outubro de 2026 · 3 min de leitura

Vermes intestinais são muito comuns em cães e gatos, principalmente em filhotes. Muitos animais com verminose não mostram sinais evidentes, mas os parasitas podem prejudicar o crescimento, causar diarreia, anemia e, em casos graves, obstrução intestinal. Alguns vermes ainda podem ser transmitidos a pessoas, especialmente crianças. Por isso, a vermifugação regular é um cuidado básico de saúde.

Como os animais pegam vermes

  • Da mãe para os filhotes: alguns vermes passam pela placenta e pelo leite. Por isso, muitos filhotes nascem ou se infectam logo nas primeiras semanas.
  • Ambiente contaminado: ovos e larvas presentes em fezes, terra, areia e grama.
  • Pulgas: ao se lamber, o animal pode engolir pulgas infectadas por um tipo de verme; veja pulgas e carrapatos.
  • Caça e alimentos crus: gatos que caçam ratos ou animais que comem carne crua podem se infectar.

Vermes mais comuns

  • Lombrigas (ascarídeos): muito frequentes em filhotes; podem causar barriga inchada e crescimento ruim.
  • Ancilostomídeos: se alimentam de sangue e podem causar anemia. Suas larvas causam o "bicho-geográfico" em pessoas.
  • Tênias: segmentos parecidos com grãos de arroz podem aparecer nas fezes ou perto do ânus.
  • Giárdia: não é um verme, e sim um protozoário, mas é comum e causa diarreia persistente. Exige tratamento específico.

Em algumas regiões do Brasil, os cães também correm risco de dirofilariose, o "verme do coração", transmitido por mosquitos. A prevenção é feita com medicamentos específicos, indicados pelo veterinário.

Sinais de verminose

  • Diarreia, às vezes com muco ou sangue;
  • Vômitos, às vezes com vermes;
  • Barriga inchada, especialmente em filhotes;
  • Perda de peso ou dificuldade para ganhar peso;
  • Pelo opaco e sem brilho;
  • Animal arrastando o bumbum no chão;
  • Vermes ou segmentos visíveis nas fezes;
  • Gengivas pálidas, sinal de anemia.

Com que frequência vermifugar

O esquema deve ser definido pelo veterinário, mas em geral:

  • Filhotes recebem vermífugo com mais frequência nas primeiras semanas e meses de vida, conforme o protocolo indicado.
  • Adultos costumam ser vermifugados periodicamente, com intervalos que variam conforme o estilo de vida: animais que passeiam em parques, convivem com outros animais, caçam ou moram com crianças pequenas podem precisar de intervalos menores.
  • Exames de fezes ajudam a identificar o parasita e escolher o tratamento certo, principalmente em casos de diarreia persistente.

Como dar o vermífugo

  • A dose depende do peso do animal: pese antes, em vez de estimar.
  • Comprimidos podem ser dados diretamente na boca ou escondidos em um petisco.
  • Existem também vermífugos líquidos e em pasta, práticos para filhotes e gatos.
  • Muitos protocolos incluem uma segunda dose após alguns dias ou semanas; siga a orientação.
  • Use produtos para a espécie certa: medicamentos de cães nem sempre são seguros para gatos.

Risco para as pessoas

Algumas verminoses de cães e gatos são zoonoses, ou seja, podem ser transmitidas a pessoas. Crianças que brincam na terra e na areia estão mais expostas. Para proteger a família:

  • Recolha as fezes do quintal e da rua diariamente.
  • Limpe a caixa de areia do gato todos os dias; veja caixa de areia do gato.
  • Lave as mãos depois de brincar com os animais e antes de comer.
  • Mantenha caixas de areia de parquinhos cobertas quando não estiverem em uso.

Mitos sobre verminose

  • "Meu cachorro não sai de casa, não precisa": ovos de vermes podem chegar nos sapatos, em outros animais e em alimentos.
  • "Alho e remédios caseiros previnem vermes": não há comprovação, e o alho é tóxico para cães e gatos.
  • "Se não vejo vermes nas fezes, ele não tem": muitos vermes não são visíveis a olho nu.

Vermífugo e vacinas

A vermifugação e a vacinação caminham juntas na rotina preventiva, principalmente nos primeiros meses de vida. Veja vacinas de cachorro.

Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação de um médico-veterinário.

Leia também