Vermifugação de cães e gatos: por que, quando e como fazer
Vermes intestinais são muito comuns em cães e gatos, principalmente em filhotes. Muitos animais com verminose não mostram sinais evidentes, mas os parasitas podem prejudicar o crescimento, causar diarreia, anemia e, em casos graves, obstrução intestinal. Alguns vermes ainda podem ser transmitidos a pessoas, especialmente crianças. Por isso, a vermifugação regular é um cuidado básico de saúde.
Como os animais pegam vermes
- Da mãe para os filhotes: alguns vermes passam pela placenta e pelo leite. Por isso, muitos filhotes nascem ou se infectam logo nas primeiras semanas.
- Ambiente contaminado: ovos e larvas presentes em fezes, terra, areia e grama.
- Pulgas: ao se lamber, o animal pode engolir pulgas infectadas por um tipo de verme; veja pulgas e carrapatos.
- Caça e alimentos crus: gatos que caçam ratos ou animais que comem carne crua podem se infectar.
Vermes mais comuns
- Lombrigas (ascarídeos): muito frequentes em filhotes; podem causar barriga inchada e crescimento ruim.
- Ancilostomídeos: se alimentam de sangue e podem causar anemia. Suas larvas causam o "bicho-geográfico" em pessoas.
- Tênias: segmentos parecidos com grãos de arroz podem aparecer nas fezes ou perto do ânus.
- Giárdia: não é um verme, e sim um protozoário, mas é comum e causa diarreia persistente. Exige tratamento específico.
Em algumas regiões do Brasil, os cães também correm risco de dirofilariose, o "verme do coração", transmitido por mosquitos. A prevenção é feita com medicamentos específicos, indicados pelo veterinário.
Sinais de verminose
- Diarreia, às vezes com muco ou sangue;
- Vômitos, às vezes com vermes;
- Barriga inchada, especialmente em filhotes;
- Perda de peso ou dificuldade para ganhar peso;
- Pelo opaco e sem brilho;
- Animal arrastando o bumbum no chão;
- Vermes ou segmentos visíveis nas fezes;
- Gengivas pálidas, sinal de anemia.
Com que frequência vermifugar
O esquema deve ser definido pelo veterinário, mas em geral:
- Filhotes recebem vermífugo com mais frequência nas primeiras semanas e meses de vida, conforme o protocolo indicado.
- Adultos costumam ser vermifugados periodicamente, com intervalos que variam conforme o estilo de vida: animais que passeiam em parques, convivem com outros animais, caçam ou moram com crianças pequenas podem precisar de intervalos menores.
- Exames de fezes ajudam a identificar o parasita e escolher o tratamento certo, principalmente em casos de diarreia persistente.
Como dar o vermífugo
- A dose depende do peso do animal: pese antes, em vez de estimar.
- Comprimidos podem ser dados diretamente na boca ou escondidos em um petisco.
- Existem também vermífugos líquidos e em pasta, práticos para filhotes e gatos.
- Muitos protocolos incluem uma segunda dose após alguns dias ou semanas; siga a orientação.
- Use produtos para a espécie certa: medicamentos de cães nem sempre são seguros para gatos.
Risco para as pessoas
Algumas verminoses de cães e gatos são zoonoses, ou seja, podem ser transmitidas a pessoas. Crianças que brincam na terra e na areia estão mais expostas. Para proteger a família:
- Recolha as fezes do quintal e da rua diariamente.
- Limpe a caixa de areia do gato todos os dias; veja caixa de areia do gato.
- Lave as mãos depois de brincar com os animais e antes de comer.
- Mantenha caixas de areia de parquinhos cobertas quando não estiverem em uso.
Mitos sobre verminose
- "Meu cachorro não sai de casa, não precisa": ovos de vermes podem chegar nos sapatos, em outros animais e em alimentos.
- "Alho e remédios caseiros previnem vermes": não há comprovação, e o alho é tóxico para cães e gatos.
- "Se não vejo vermes nas fezes, ele não tem": muitos vermes não são visíveis a olho nu.
Vermífugo e vacinas
A vermifugação e a vacinação caminham juntas na rotina preventiva, principalmente nos primeiros meses de vida. Veja vacinas de cachorro.
Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação de um médico-veterinário.